domingo, 27 de agosto de 2017

Sorrisos, beijos e coração leve

Até hoje eram sorrisos, beijos e coração leve.
Mas o tempo passa sem darmos conta e os nossos verdadeiros eus saltam ao de cima, as particularidades de cada um tentam-se entre faíscas, até que, por vezes, uma chama se acende.
Os sorrisos passam a lágrimas, os beijos a olhares magoados e o coração parece ganhar um peso extra no nosso peito.
Não te quero perder, penso num momento súbito de pânico.
Errei e voltarei a errar certamente. Também já erraste e voltarás a errar (certamente).
Mas não te quero perder, nunca, e o assombro que me assoma o olhar não te deve passar despercebido, pois acabas sempre por perdoar as minhas idiotices. Não passam disso, na verdade.
Quero ser aquela rapariga que te deixa fazer tudo sem nunca se chatear, sem nunca amuar, sem nunca ter ciúmes, sem nunca te prender. Eu tento, ainda que o meu bom senso seja, por vezes, toldado por todos aqueles pensamentos típicos de tempestade num copo de água. Prometo que vou tentar com mais força. Prometo que vou sempre lembrar-me que não precisas de dizer as palavras amo-te para eu saber que me amas. Prometo tentar ser melhor.
Mas fica a saber uma coisa...
Amo-te mais hoje do que amava quando tudo era ainda sorrisos, beijos e coração leve.

domingo, 2 de julho de 2017

Não trocava

Esta saudade que me enche pertence inteiramente a ti. Não é preciso muito para ela espreitar, é verdade, pois apenas uma semana se passou e lá está ela no canto a tentar-me. Mas saber que depois desta semana mais três se seguem torna este processo um tanto mais rápido. Ainda aqui estavas e já o meu coração andava aos apertões comigo, sofrendo por antecipação. Nunca gostei da espera, especialmente quando o final é conhecido e não promete ser coisa agradável. Prefiro tirar o penso de um só puxão. Mas há meses que sabia que terias de ir, eventualmente, mesmo sendo só por um mês.
É uma pressão que cresce a cada dia, esta que apoquenta o meu coração. Sinto a tua falta.
Sei que continuas aqui comigo, bem aconchegado no meu peito, neste ninho que se foi criando, mas há momentos em que este calor não me chega. Quero o teu toque, o teu abraço, o teu beijo. Quero fechar os olhos e sentir-te envolto em mim, o meu corpo coberto pelo teu, sem nada a separar-nos, nem ar nem mar.
Um mês sem ti não é muito se imaginar que uma vida inteira nos espera.
Quero-te agora, neste mesmo instante, como irei sempre querer, mas prolongarei este "agora" o tempo que for preciso até estares novamente junto a mim. Porque em todo o beijo de despedida vai sempre haver um beijo de regresso. E eu não trocava isso por nada neste mundo.

domingo, 12 de março de 2017

Estou a transbordar de amor (por ti)

Tenho fases longas da minha vida sem escrever. Por vezes, demasiado longas. A vontade de o fazer nem sempre aparece quando quero, infelizmente, mas assim que desperta não me larga até que eu satisfaça esse desejo. 
Reparei que tenho um padrão de escrita, que certamente irá ao encontro de padrões seguidos por muitas outras pessoas. Ora estou com algum desgosto amoroso, com alguma mágoa que me corrói por dentro, e apenas a escrita consegue aliviar um pouco dessa dor, ou estou completamente apaixonada e já ninguém me pode ouvir, tornando-se a minha única solução gritar para o papel. 
Para meu descanso, encontro-me na segunda situação. Estou a transbordar de amor! É difícil controlar-me e não anunciar a toda a gente que estou caída de amores por uma pessoa. Na maioria das vezes já nem me controlo. E, ainda assim, parece que não chega, pois continuo a verter amor por toda a parte, como se de uma fonte interminável se tratasse. Refugio-me em músicas pirosas na esperança de que me dêem novas palavras para expressar aquilo que sinto, uma vez que aquelas que conheço já não são suficientes. Já nada parece suficiente. Quero amar-te com tudo o que tenho, mas tudo o que tenho parece pouco para o amor que mereces.
Todavia, acumulo este sentimento dentro de mim, dia após dia, até ao momento em que estamos juntos. Aí não hesito e, tal como o metal é atraído por um íman, também o meu amor se dirige para ti e somente para ti, na forma de uma avalanche de beijos e abraços e carinho. Nesse momento sinto um alívio. Dura pouco, pois a fonte torna a escoar.
Mas ainda aqui estás e ainda tenho amor para te dar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Um sonho que és tu

As palavras faltam-me quando tento descrever aquilo que tenho sentido nos últimos meses, aquilo que sinto sempre que penso em ti. Nunca acreditei em amor à primeira vista, até os meus olhos caírem sobre ti naquela noite e eu saber que estava perdida para o resto da minha vida.
Não me saíste mais do pensamento, como se um pedaço de ti se tivesse soltado e alojado no meu coração. Neguei que fosse amor. Não te conhecia. Trocámos não mais do que duas palavras, como poderia ser amor? E, ainda assim, a tua presença foi suficiente para que o ar me faltasse nos pulmões e o meu corpo ficasse numa revolta por dentro.
Hoje olho para trás e rio-me. Fui tão parva; tão cega ao ponto de achar que não me tinha apaixonado por ti naquele mesmo instante. Era tão certo como o céu ser azul e o mundo ser redondo. Neguei-o com todas as minhas forças pois sabia que a probabilidade de te encontrar outra vez era mínima e não ia aguentar o desgosto dessa verdade. Neguei-o porque o sentimento era demasiado forte para ser real. Tu eras demasiado... demasiado tudo para ser real.
No entanto, aqui estás tu, todo este tempo depois. Continuas a ser tudo, mas não em demasia, nunca em demasia. Enches-me de coisas boas, de amor, de carinho, de felicidade, de confiança e até de um entusiasmo que até aqui desconhecia. O entusiasmo de uma vida a teu lado. Há tempo para tudo, eu sei, mas agora é tempo de sonhar e tu fazes parte de todos os meus sonhos.