terça-feira, 1 de maio de 2018

Que tal por uns 80 anos?

Meu amor,

Extingues todas as minhas palavras. Deixas-me muda, quase incapacitada. Quero escrever mas sou sufocada por este sentimento que me invade quando entras no meu pensamento. É um amor maior do que tudo o que alguma vez senti na vida.

Ainda assim, aqui estou eu, mais uma vez, a tentar expor o meu coração ao mundo e todo este amor que só a ti te pertence; este amor que já não cabe dentro de mim, que não faz tenção de parar de crescer. A certeza de que és tu o tal, o amor da minha vida, aquele com quem eu já não imagino a minha vida sem é um sentimento aterrador, ainda que te possas admirar. Sinto que o meu coração se desprendeu do meu peito e se foi alojar nas tuas mãos, seguro que nunca o deixarás cair.

És tudo o que eu sempre quis mas que nunca soube que queria. És bem mais do que o meu amor dos contos de fadas pois esses não existem e o teu amor é mais real do que o ar que respiro. Uma sensação de conforto envolve-me quase tanto como o calor dos teus braços quando penso em ti, em nós.

Se não fores tu, não quero mais ninguém; tão pouco irei consegui-lo por muito que tentasse. Sou tua, de alma, corpo e com certeza algo mais para além disso, pois é impossível que o que sinta possa apenas ser vontade da alma e do corpo. Tens-me por completo e para sempre.

E eu quero-te todo, o bom e o mau; tudo o que tiveres para dar. Quero o teu sorriso, o teu beijo, o teu abraço, a tua resmunguisse, o teu pedido de desculpas, o teu perdão, a tua vida ao lado da minha. Quero ver-te crescer. Quero ver-me crescer contigo a meu lado. Quero ver-nos crescer.
Quero-te para sempre.

Talvez pedir para sempre seja muito. Que tal se fosse por uns 80 anos?

domingo, 27 de agosto de 2017

Sorrisos, beijos e coração leve

Até hoje eram sorrisos, beijos e coração leve.
Mas o tempo passa sem darmos conta e os nossos verdadeiros eus saltam ao de cima, as particularidades de cada um tentam-se entre faíscas, até que, por vezes, uma chama se acende.
Os sorrisos passam a lágrimas, os beijos a olhares magoados e o coração parece ganhar um peso extra no nosso peito.
Não te quero perder, penso num momento súbito de pânico.
Errei e voltarei a errar certamente. Também já erraste e voltarás a errar (certamente).
Mas não te quero perder, nunca, e o assombro que me assoma o olhar não te deve passar despercebido, pois acabas sempre por perdoar as minhas idiotices. Não passam disso, na verdade.
Quero ser aquela rapariga que te deixa fazer tudo sem nunca se chatear, sem nunca amuar, sem nunca ter ciúmes, sem nunca te prender. Eu tento, ainda que o meu bom senso seja, por vezes, toldado por todos aqueles pensamentos típicos de tempestade num copo de água. Prometo que vou tentar com mais força. Prometo que vou sempre lembrar-me que não precisas de dizer as palavras amo-te para eu saber que me amas. Prometo tentar ser melhor.
Mas fica a saber uma coisa...
Amo-te mais hoje do que amava quando tudo era ainda sorrisos, beijos e coração leve.

domingo, 2 de julho de 2017

Não trocava

Esta saudade que me enche pertence inteiramente a ti. Não é preciso muito para ela espreitar, é verdade, pois apenas uma semana se passou e lá está ela no canto a tentar-me. Mas saber que depois desta semana mais três se seguem torna este processo um tanto mais rápido. Ainda aqui estavas e já o meu coração andava aos apertões comigo, sofrendo por antecipação. Nunca gostei da espera, especialmente quando o final é conhecido e não promete ser coisa agradável. Prefiro tirar o penso de um só puxão. Mas há meses que sabia que terias de ir, eventualmente, mesmo sendo só por um mês.
É uma pressão que cresce a cada dia, esta que apoquenta o meu coração. Sinto a tua falta.
Sei que continuas aqui comigo, bem aconchegado no meu peito, neste ninho que se foi criando, mas há momentos em que este calor não me chega. Quero o teu toque, o teu abraço, o teu beijo. Quero fechar os olhos e sentir-te envolto em mim, o meu corpo coberto pelo teu, sem nada a separar-nos, nem ar nem mar.
Um mês sem ti não é muito se imaginar que uma vida inteira nos espera.
Quero-te agora, neste mesmo instante, como irei sempre querer, mas prolongarei este "agora" o tempo que for preciso até estares novamente junto a mim. Porque em todo o beijo de despedida vai sempre haver um beijo de regresso. E eu não trocava isso por nada neste mundo.

domingo, 12 de março de 2017

Estou a transbordar de amor (por ti)

Tenho fases longas da minha vida sem escrever. Por vezes, demasiado longas. A vontade de o fazer nem sempre aparece quando quero, infelizmente, mas assim que desperta não me larga até que eu satisfaça esse desejo. 
Reparei que tenho um padrão de escrita, que certamente irá ao encontro de padrões seguidos por muitas outras pessoas. Ora estou com algum desgosto amoroso, com alguma mágoa que me corrói por dentro, e apenas a escrita consegue aliviar um pouco dessa dor, ou estou completamente apaixonada e já ninguém me pode ouvir, tornando-se a minha única solução gritar para o papel. 
Para meu descanso, encontro-me na segunda situação. Estou a transbordar de amor! É difícil controlar-me e não anunciar a toda a gente que estou caída de amores por uma pessoa. Na maioria das vezes já nem me controlo. E, ainda assim, parece que não chega, pois continuo a verter amor por toda a parte, como se de uma fonte interminável se tratasse. Refugio-me em músicas pirosas na esperança de que me dêem novas palavras para expressar aquilo que sinto, uma vez que aquelas que conheço já não são suficientes. Já nada parece suficiente. Quero amar-te com tudo o que tenho, mas tudo o que tenho parece pouco para o amor que mereces.
Todavia, acumulo este sentimento dentro de mim, dia após dia, até ao momento em que estamos juntos. Aí não hesito e, tal como o metal é atraído por um íman, também o meu amor se dirige para ti e somente para ti, na forma de uma avalanche de beijos e abraços e carinho. Nesse momento sinto um alívio. Dura pouco, pois a fonte torna a escoar.
Mas ainda aqui estás e ainda tenho amor para te dar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Um sonho que és tu

As palavras faltam-me quando tento descrever aquilo que tenho sentido nos últimos meses, aquilo que sinto sempre que penso em ti. Nunca acreditei em amor à primeira vista, até os meus olhos caírem sobre ti naquela noite e eu saber que estava perdida para o resto da minha vida.
Não me saíste mais do pensamento, como se um pedaço de ti se tivesse soltado e alojado no meu coração. Neguei que fosse amor. Não te conhecia. Trocámos não mais do que duas palavras, como poderia ser amor? E, ainda assim, a tua presença foi suficiente para que o ar me faltasse nos pulmões e o meu corpo ficasse numa revolta por dentro.
Hoje olho para trás e rio-me. Fui tão parva; tão cega ao ponto de achar que não me tinha apaixonado por ti naquele mesmo instante. Era tão certo como o céu ser azul e o mundo ser redondo. Neguei-o com todas as minhas forças pois sabia que a probabilidade de te encontrar outra vez era mínima e não ia aguentar o desgosto dessa verdade. Neguei-o porque o sentimento era demasiado forte para ser real. Tu eras demasiado... demasiado tudo para ser real.
No entanto, aqui estás tu, todo este tempo depois. Continuas a ser tudo, mas não em demasia, nunca em demasia. Enches-me de coisas boas, de amor, de carinho, de felicidade, de confiança e até de um entusiasmo que até aqui desconhecia. O entusiasmo de uma vida a teu lado. Há tempo para tudo, eu sei, mas agora é tempo de sonhar e tu fazes parte de todos os meus sonhos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Não sei

O medo crepita na pele quando as dúvidas nos assaltam. O sentimento do "não sei". Não sei o que sentes, não sei o que pensas, não sei o que vai no teu coração, não sei o que vês, não sei o que mostras e o que escondes, não sei, não sei, não sei.
Afundei-me neste mar de incertezas e agora não há corda que me tire daqui. Só tu. 
Deixei-me levar pela maré, achando que estava segura e que os meus pés pudessem assentar no chão sempre que quisesse, mas fui surpreendida pelas ondas violentas do mar revolto que, embora disfarçado, tu és. 
Abanaste o meu horizonte e agora não encontro o Norte. Só te encontro a ti.
O medo persiste. 
Pergunto-me se estarei sozinha nestas águas ou se as estrelas me guiarão até ao porto seguro dos teus braços.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Eu estou aqui

É querer demais mau? É assim tão mau? Não é essa a nossa natureza, o nosso objetivo, ao fim de contas? Amar o máximo que conseguirmos, darmos a alma, despirmo-nos de nós. Eu achava que sim. E ainda acho, ainda o faço.
Para quê conter? Para quê dar espaço, se temos tão pouco tempo para aproveitar?
É difícil não dizer nada, sim, ficar à espera em sôfrego, querer ser desejada com a mesma intensidade com que suspiramos. Eu não quero que ele se esqueça de mim.
Eu estou aqui.
Para pouco no início, apenas umas palavras trocadas, uns sorrisos escondidos, mas quem sabe no que poderá dar?
Para isso não podemos hesitar ou andar de pé atrás, certo? Temos que avançar com tudo o que temos, arriscar, fazer-nos ouvir e ver.
Eu estou aqui!
De coração aberto, dissecado, cru. Ainda que me custe, que me aterrorize, pois não quero sair magoada. Mas ele anseia por ti, por nós, por uma oportunidade, por um fio de esperança. É um risco que estou disposta a correr. E se resultar? Talvez se lutar, eu consiga e ele não se esqueça.
Eu estou aqui!