É querer demais mau? É assim tão mau? Não é essa a nossa natureza, o nosso objetivo, ao fim de contas? Amar o máximo que conseguirmos, darmos a alma, despirmo-nos de nós. Eu achava que sim. E ainda acho, ainda o faço.
Para quê conter? Para quê dar espaço, se temos tão pouco tempo para aproveitar?
É difícil não dizer nada, sim, ficar à espera em sôfrego, querer ser desejada com a mesma intensidade com que suspiramos. Eu não quero que ele se esqueça de mim.
Eu estou aqui.
Para pouco no início, apenas umas palavras trocadas, uns sorrisos escondidos, mas quem sabe no que poderá dar?
Para isso não podemos hesitar ou andar de pé atrás, certo? Temos que avançar com tudo o que temos, arriscar, fazer-nos ouvir e ver.
Eu estou aqui!
De coração aberto, dissecado, cru. Ainda que me custe, que me aterrorize, pois não quero sair magoada. Mas ele anseia por ti, por nós, por uma oportunidade, por um fio de esperança. É um risco que estou disposta a correr. E se resultar? Talvez se lutar, eu consiga e ele não se esqueça.
Eu estou aqui!