Tenho fases longas da minha vida sem escrever. Por vezes, demasiado longas. A vontade de o fazer nem sempre aparece quando quero, infelizmente, mas assim que desperta não me larga até que eu satisfaça esse desejo.
Reparei que tenho um padrão de escrita, que certamente irá ao encontro de padrões seguidos por muitas outras pessoas. Ora estou com algum desgosto amoroso, com alguma mágoa que me corrói por dentro, e apenas a escrita consegue aliviar um pouco dessa dor, ou estou completamente apaixonada e já ninguém me pode ouvir, tornando-se a minha única solução gritar para o papel.
Para meu descanso, encontro-me na segunda situação. Estou a transbordar de amor! É difícil controlar-me e não anunciar a toda a gente que estou caída de amores por uma pessoa. Na maioria das vezes já nem me controlo. E, ainda assim, parece que não chega, pois continuo a verter amor por toda a parte, como se de uma fonte interminável se tratasse. Refugio-me em músicas pirosas na esperança de que me dêem novas palavras para expressar aquilo que sinto, uma vez que aquelas que conheço já não são suficientes. Já nada parece suficiente. Quero amar-te com tudo o que tenho, mas tudo o que tenho parece pouco para o amor que mereces.
Todavia, acumulo este sentimento dentro de mim, dia após dia, até ao momento em que estamos juntos. Aí não hesito e, tal como o metal é atraído por um íman, também o meu amor se dirige para ti e somente para ti, na forma de uma avalanche de beijos e abraços e carinho. Nesse momento sinto um alívio. Dura pouco, pois a fonte torna a escoar.
Mas ainda aqui estás e ainda tenho amor para te dar.
Todavia, acumulo este sentimento dentro de mim, dia após dia, até ao momento em que estamos juntos. Aí não hesito e, tal como o metal é atraído por um íman, também o meu amor se dirige para ti e somente para ti, na forma de uma avalanche de beijos e abraços e carinho. Nesse momento sinto um alívio. Dura pouco, pois a fonte torna a escoar.
Mas ainda aqui estás e ainda tenho amor para te dar.
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