Até hoje eram sorrisos, beijos e coração leve.
Mas o tempo passa sem darmos conta e os nossos verdadeiros eus saltam ao de cima, as particularidades de cada um tentam-se entre faíscas, até que, por vezes, uma chama se acende.
Os sorrisos passam a lágrimas, os beijos a olhares magoados e o coração parece ganhar um peso extra no nosso peito.
Não te quero perder, penso num momento súbito de pânico.
Errei e voltarei a errar certamente. Também já erraste e voltarás a errar (certamente).
Mas não te quero perder, nunca, e o assombro que me assoma o olhar não te deve passar despercebido, pois acabas sempre por perdoar as minhas idiotices. Não passam disso, na verdade.
Quero ser aquela rapariga que te deixa fazer tudo sem nunca se chatear, sem nunca amuar, sem nunca ter ciúmes, sem nunca te prender. Eu tento, ainda que o meu bom senso seja, por vezes, toldado por todos aqueles pensamentos típicos de tempestade num copo de água. Prometo que vou tentar com mais força. Prometo que vou sempre lembrar-me que não precisas de dizer as palavras amo-te para eu saber que me amas. Prometo tentar ser melhor.
Mas fica a saber uma coisa...
Amo-te mais hoje do que amava quando tudo era ainda sorrisos, beijos e coração leve.
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