terça-feira, 1 de maio de 2018

Que tal por uns 80 anos?

Meu amor,

Extingues todas as minhas palavras. Deixas-me muda, quase incapacitada. Quero escrever mas sou sufocada por este sentimento que me invade quando entras no meu pensamento. É um amor maior do que tudo o que alguma vez senti na vida.

Ainda assim, aqui estou eu, mais uma vez, a tentar expor o meu coração ao mundo e todo este amor que só a ti te pertence; este amor que já não cabe dentro de mim, que não faz tenção de parar de crescer. A certeza de que és tu o tal, o amor da minha vida, aquele com quem eu já não imagino a minha vida sem é um sentimento aterrador, ainda que te possas admirar. Sinto que o meu coração se desprendeu do meu peito e se foi alojar nas tuas mãos, seguro que nunca o deixarás cair.

És tudo o que eu sempre quis mas que nunca soube que queria. És bem mais do que o meu amor dos contos de fadas pois esses não existem e o teu amor é mais real do que o ar que respiro. Uma sensação de conforto envolve-me quase tanto como o calor dos teus braços quando penso em ti, em nós.

Se não fores tu, não quero mais ninguém; tão pouco irei consegui-lo por muito que tentasse. Sou tua, de alma, corpo e com certeza algo mais para além disso, pois é impossível que o que sinta possa apenas ser vontade da alma e do corpo. Tens-me por completo e para sempre.

E eu quero-te todo, o bom e o mau; tudo o que tiveres para dar. Quero o teu sorriso, o teu beijo, o teu abraço, a tua resmunguisse, o teu pedido de desculpas, o teu perdão, a tua vida ao lado da minha. Quero ver-te crescer. Quero ver-me crescer contigo a meu lado. Quero ver-nos crescer.
Quero-te para sempre.

Talvez pedir para sempre seja muito. Que tal se fosse por uns 80 anos?