As palavras faltam-me quando tento descrever aquilo que tenho sentido nos últimos meses, aquilo que sinto sempre que penso em ti. Nunca acreditei em amor à primeira vista, até os meus olhos caírem sobre ti naquela noite e eu saber que estava perdida para o resto da minha vida.
Não me saíste mais do pensamento, como se um pedaço de ti se tivesse soltado e alojado no meu coração. Neguei que fosse amor. Não te conhecia. Trocámos não mais do que duas palavras, como poderia ser amor? E, ainda assim, a tua presença foi suficiente para que o ar me faltasse nos pulmões e o meu corpo ficasse numa revolta por dentro.
Hoje olho para trás e rio-me. Fui tão parva; tão cega ao ponto de achar que não me tinha apaixonado por ti naquele mesmo instante. Era tão certo como o céu ser azul e o mundo ser redondo. Neguei-o com todas as minhas forças pois sabia que a probabilidade de te encontrar outra vez era mínima e não ia aguentar o desgosto dessa verdade. Neguei-o porque o sentimento era demasiado forte para ser real. Tu eras demasiado... demasiado tudo para ser real.
No entanto, aqui estás tu, todo este tempo depois. Continuas a ser tudo, mas não em demasia, nunca em demasia. Enches-me de coisas boas, de amor, de carinho, de felicidade, de confiança e até de um entusiasmo que até aqui desconhecia. O entusiasmo de uma vida a teu lado. Há tempo para tudo, eu sei, mas agora é tempo de sonhar e tu fazes parte de todos os meus sonhos.